Núcleo Vila do João - Complexo da Maré

Situadas na zona norte do município do Rio de Janeiro, as moradias que compõem a região da Maré, situada na Zona da Leopoldina e pertencente à 30ª Região Administrativa, se estendem ao longo das maiores vias de acesso rodoviário à cidade - Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela - além de terem se expandido nas proximidades da Baía de Guanabara e do aeroporto internacional. Considerada um dos maiores conjuntos de favelas da cidade, atualmente, toda a sua área territorial ocupa cerca de 800 mil m2, subdividida em 16 diferentes comunidades.
Segundo dados do Censo Maré-2000 e do IBGE, sua população é superior à de 09 municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro, contabilizando um total de 132.176 pessoas. O local possui a maior concentração de população de baixa renda do município do Rio de Janeiro, a qual representa 2,26% do total de habitantes da cidade. 1/3 de seus habitantes é composto por crianças e pré-adolescentes. Esse contingente populacional também se destaca pelo alto número de migrantes nordestinos e afro-descendentes (65% dos habitantes). Esta população encontra-se envolvida, sobretudo, com o mercado informal de trabalho e em atividades autônomas (os chamados "bicos"), sendo que boa parte das famílias residentes são chefiadas por mulheres (cerca de 70%).
Em relação ao universo de favelas do Rio de Janeiro, a área da Maré é superior à da Rocinha, à do conjunto de favelas do Alemão, à da Mangueira, à da Cidade de Deus e à de Vigário Geral, entre muitas outras. Apesar de ter sido classificada como bairro pela prefeitura do Rio de Janeiro em 1994, a Maré também se caracteriza, hoje, por baixos indicadores sociais, ocupando, por exemplo, a terceira pior posição (123° lugar) no rol dos IDHs dos bairros da cidade. Em toda a região (incluindo bairros próximos), apenas 02 escolas oferecem o ensino médio.
A ACB/RJ se faz presente na Maré há mais de 35 anos. Inicialmente, sediava suas atividades no Morro do Timbau, tendo se transferido para a Vila do João, em 1982 – ano de fundação da comunidade, construída para abrigar moradores removidos de palafitas. Sua presença ali corresponde a uma solicitação dos moradores, que manifestaram perante o extinto BNH (Banco Nacional de Habitação) a necessidade de contar com uma entidade voltada para a qualificação e inserção profissional. Desde então, a instituição oferece cursos técnicos, estimula o associativismo e o trabalho cooperativo e desenvolve projetos educativos, culturais e sócio-ambientais, em parceria com a população local.
Atualmente, a Vila tem uma média de 15 mil habitantes, sendo mais de 40% crianças e adolescentes. Possui apenas 01 escola pública de ensino fundamental, 01 posto de saúde e 01 pequena quadra esportiva. Sua área física é totalmente ocupada, o que impede a construção de novas moradias, permitindo apenas o crescimento vertical da comunidade. A ausência de áreas verdes e de sombreamento faz com que a localidade apresente um clima excessivamente quente, durante a quase totalidade do ano, problema agravado pela alta circulação de veículos nas vias expressas do entorno. Este é um problema para o qual a ACB/RJ, atualmente, vem buscando soluções, através da elaboração de um projeto de arborização e paisagismo, em vias de ser executado.
Entre os problemas já identificados por funcionários da instituição no local, constatou-se um número significativo de crianças que, apesar de estarem matriculadas na escola, não costumam freqüentá-la. Em função da presença do narcotráfico e de conflitos envolvendo estes e a polícia, o medo e a insegurança permeiam o cotidiano dos moradores, que, por outro lado, revelam um potencial extraordinário para crescer e amadurecer pessoal e intelectualmente desde que lhes sejam dadas oportunidades. Neste sentido, ao invés de carentes, são sujeitos ricos, plenos de capacidades.
Situadas na zona norte do município do Rio de Janeiro, as moradias que compõem a região da Maré, situada na Zona da Leopoldina e pertencente à 30ª Região Administrativa, se estendem ao longo das maiores vias de acesso rodoviário à cidade - Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela - além de terem se expandido nas proximidades da Baía de Guanabara e do aeroporto internacional. Considerada um dos maiores conjuntos de favelas da cidade, atualmente, toda a sua área territorial ocupa cerca de 800 mil m2, subdividida em 16 diferentes comunidades.
Segundo dados do Censo Maré-2000 e do IBGE, sua população é superior à de 09 municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro, contabilizando um total de 132.176 pessoas. O local possui a maior concentração de população de baixa renda do município do Rio de Janeiro, a qual representa 2,26% do total de habitantes da cidade. 1/3 de seus habitantes é composto por crianças e pré-adolescentes. Esse contingente populacional também se destaca pelo alto número de migrantes nordestinos e afro-descendentes (65% dos habitantes). Esta população encontra-se envolvida, sobretudo, com o mercado informal de trabalho e em atividades autônomas (os chamados "bicos"), sendo que boa parte das famílias residentes são chefiadas por mulheres (cerca de 70%).
Em relação ao universo de favelas do Rio de Janeiro, a área da Maré é superior à da Rocinha, à do conjunto de favelas do Alemão, à da Mangueira, à da Cidade de Deus e à de Vigário Geral, entre muitas outras. Apesar de ter sido classificada como bairro pela prefeitura do Rio de Janeiro em 1994, a Maré também se caracteriza, hoje, por baixos indicadores sociais, ocupando, por exemplo, a terceira pior posição (123° lugar) no rol dos IDHs dos bairros da cidade. Em toda a região (incluindo bairros próximos), apenas 02 escolas oferecem o ensino médio.
A ACB/RJ se faz presente na Maré há mais de 35 anos. Inicialmente, sediava suas atividades no Morro do Timbau, tendo se transferido para a Vila do João, em 1982 – ano de fundação da comunidade, construída para abrigar moradores removidos de palafitas. Sua presença ali corresponde a uma solicitação dos moradores, que manifestaram perante o extinto BNH (Banco Nacional de Habitação) a necessidade de contar com uma entidade voltada para a qualificação e inserção profissional. Desde então, a instituição oferece cursos técnicos, estimula o associativismo e o trabalho cooperativo e desenvolve projetos educativos, culturais e sócio-ambientais, em parceria com a população local.
Atualmente, a Vila tem uma média de 15 mil habitantes, sendo mais de 40% crianças e adolescentes. Possui apenas 01 escola pública de ensino fundamental, 01 posto de saúde e 01 pequena quadra esportiva. Sua área física é totalmente ocupada, o que impede a construção de novas moradias, permitindo apenas o crescimento vertical da comunidade. A ausência de áreas verdes e de sombreamento faz com que a localidade apresente um clima excessivamente quente, durante a quase totalidade do ano, problema agravado pela alta circulação de veículos nas vias expressas do entorno. Este é um problema para o qual a ACB/RJ, atualmente, vem buscando soluções, através da elaboração de um projeto de arborização e paisagismo, em vias de ser executado.
Entre os problemas já identificados por funcionários da instituição no local, constatou-se um número significativo de crianças que, apesar de estarem matriculadas na escola, não costumam freqüentá-la. Em função da presença do narcotráfico e de conflitos envolvendo estes e a polícia, o medo e a insegurança permeiam o cotidiano dos moradores, que, por outro lado, revelam um potencial extraordinário para crescer e amadurecer pessoal e intelectualmente desde que lhes sejam dadas oportunidades. Neste sentido, ao invés de carentes, são sujeitos ricos, plenos de capacidades.
Endereço:
Rua Onze - Quadra 58 - nº 243
Vila do João / Complexo da Maré
Rio de Janeiro - RJ
Cep: 21.040-361
Telefone: 2260-3197 / 3868-7056