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Administração

Qualificação Profissional e Oficinas Produtivas

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Artesanato Eco-Étnico

O trabalho com a temática afro-brasileira e o reaproveitamento de materiais são as principais características da oficina de artesanato eco-étnico. Colares, gargantilhas, pulseiras, braceletes e cintos são elaborados a partir da estética e da temática afro no núcleo da Vila do João, Complexo da Maré. Outro item desenvolvido por esta oficina são as bonecas Banto e Nana Ori. As primeiras foram trazidas da África por escravos oriundos de Angola e ganharam novas características ao incorporar elementos da cultura popular brasileira como a capoeira e a ciranda. Já a Nana Ori (Nana, boneca, e Ori, cabeça) é totalmente confeccionada a partir de materiais reciclados.


Batik e Tie Dye

Através de uma ampla rede de parcerias, envolvendo o SEBRAE/RJ, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério do Turismo, a ACB/RJ vem realizando uma experiência-piloto de emprego de técnicas milenares de pintura de tecido, tie dye e batik, inspiradas na arte africana. Em 2006 e em 2009, a instituição recebeu artesãos quenianos, que contribuíram com a geração de um banco de imagens étnicas, aplicados ao desenvolvimento de produtos de vestuário e decoração. Agregando valor simbólico ao valor de uso, o projeto engloba as oficinas de artes visuais, costura, bordado e serigrafia.


Beleza e Gênero

A grande inovação do Núcleo de Beleza e Gênero é o fato de valorizar a estética afro. Por se tratar de um setor em forte expansão, o profissional qualificado pelo Núcleo encontra amplo espaço de atuação e apresenta um diferencial cada vez mais valorizado pela indústria da beleza. Em suas oficinas, são ensinadas as técnicas de implantes, interlaces, mega-hair e penteados afro, além de cursos de manicuro-pedicuro e auxiliar de cabeleireiros.

Visando oferecer serviços de qualidade aos moradores locais, a preços acessíveis, os educadores e monitores dos dois Núcleos de Beleza e Gênero comunitários fazem o atendimento à comunidade e recebem parte da renda gerada. Atualmente, encontra-se em desenvolvimento o Projeto Outra Beleza, apoiado pelo Instituto Wal-Mart.


Cerâmica Negra da Maré

Reconhecida pelo Prêmio TOP 100 de Artesanato do Sebrae, como uma das unidades de produção artesanal mais competitivas do país, a Cerâmica Negra da Maré existe desde 2002 e seus produtos finais são peças artísticas e utilitárias, de referências etnográficas, que constituem um trabalho de resgate da cerâmica primitiva brasileira.

O processo produtivo é totalmente artesanal: a massa é preparada pelos próprios componentes da oficina e o forno para a queima das peças é construído a partir do reaproveitamento de materiais. O combustível para a queima das peças também é reaproveitado de sobras de materiais como serragem, pontas, sobras de carpintaria e caixotes de frutas.

Sua implementação contou com o apoio do SEBRAE/RJ, da Shell, da BHP Billiton e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Atualmente, uma parceria como Ministério do Turismo, permitirá a produção de uma exposição permanente de produtos no núcleo comunitário de Vila do João.


Estamparia em Tecido

Além de qualificar educandos em Cidade Alta e Vila do João, as oficinas de estamparia em tecido da ACB/RJ têm sido realizadas com sucesso também em unidades de cumprimento de medidas sócio-educativas (DEGASE), contribuindo para a inserção social de jovens em conflito com a lei. Implementadas com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego, as oficinas produtivas contam com equipamentos e pessoal qualificados, integrando a cadeia produtiva da moda da ACB/RJ e recebendo as mais diversas encomendas.


Gastronomia

Qualidade e tempero social são os principais ingredientes do Núcleo de Gastronomia da ACB/RJ. Com o apoio de Furnas e do Ministério do Trabalho e Emprego, foram gerados importantes empreendimentos, sob o ponto de vista da inserção social e da geração de renda. Destaca-se o Buffet Mareação, especializado em culinária internacional, especialmente culinária africana, e a Padaria Social, formada por egressos do Congresso Social da Juventude. Atualmente, este núcleo abriga um grupo produtivo que tem o apoio do Ministério do Turismo.


Hotelaria

Através de parcerias com o Instituto Ibi e com a ONG Companheiros da América, a ACB/RJ contribui para que jovens entre 16 e 30 anos construíssem uma nova realidade de vida, despertando o seu interesse e qualificando-o para atuar em uma área que oferece grande potencial de desenvolvimento. Com elevado nível de inserção profissional (cerca de 80%), os educandos qualificaram-se no ramo de hotelaria e em atividades de telemarketing.


Marcenaria

As atividades da Oficina de Marcenaria, tanto da Qualificação Profissional, como da Oficina Produtiva, têm como objetivo formar artesãos especializados, capazes de transformar a madeira bruta em arte, voltando-os sempre para o mercado de trabalho.

O conceito de arte em madeira é o fundamento básico dos produtos feitos pela Oficina de Marcenaria da ACB/RJ. A partir dela, são produzidos: porta-retratos e suporte de livros, desenvolvidos com técnica de mosaico clássico ou com casca de ovo. Também são produzidos porta-copos e jogos americanos, que são delicadamente pintados à mão. Todos os trabalhos são elaborados por alunos da oficina e estão expostos nos stands da ACB/RJ, nos eventos e feiras em que participa e estão entre os itens mais vendidos de sua Vitrine Social.


Moda

Moda em Ação

A moda é uma das estratégias de inclusão social, através da qual a ACB/RJ tem promovido o resgate histórico do conjunto habitacional de Cidade Alta, localizada no subúrbio do Rio de Janeiro. As estamparias são criadas a partir da memória, das dificuldades e do cotidiano dos moradores da comunidade fazendo com que as artesãs traduzam suas trajetórias de vida nas peças. O principal objetivo é a geração de renda dos integrantes da cadeia produtiva e auto-sustentabilidade das oficinas. O trabalho desenvolvido com as artesãs procura não só ensinar técnicas, mas também capacitá-las para atuar no mundo da moda com produtos originais e de qualidade.

Uma particularidade do trabalho é a integração de diferentes domínios. A oficina de Artes Visuais é responsável pela criação de imagens; a de Serigrafia, efetua a estampa de tecidos e camisetas; as oficinas de corte, costura e bordado finalizam o processo de criação. O apoio de entidades como o Ministério do Trabalho e Emprego, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a FIRJAN, a Fundação Banco do Brasil e a Petrobrás possibilitou importantes conquistas, como participações sucessivas no Fashion Business e o desfile na passarela do Fashion Rio, em 2008.

Moda Eco-Étnica

Sediado no Complexo de Favelas da Maré, o Núcleo de Moda Eco-Étnica contou com apoio da Fundação Inter-Americana e do SEBRAE. Os produtos buscam resgatar e valorizar raízes étnicas e culturais, a partir de processos ambientalmente responsáveis. O projeto foi dinamizado por experiências sucessivas de intercâmbio com artesãos quenianos, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD – Nova Iorque) e com o Ministério do Turismo.

Cores fortes e aplicações de Batik e Tye Dye, aliados à técnica de serigrafia fazem toda a diferença da Moda Eco-Étnica, que utiliza largamente a malha de bambu. Dessa mistura, saem casacos, blusas, saias, bermudas e vestidos com um ar leve e despojado, além de promover o consumo consciente, um novo requisito do público na hora de fechar a conta.


Reaproveitamento de Papel

A oficina de Reaproveitamento de Papel da ACB/RJ produz peças utilitárias e decorativas que utilizam o jornal como matéria-prima. Os educadores desenvolvem a consciência sobre a importância do reaproveitamento de materiais. Os objetos produzidos são tingidos e impermeabilizados para garantir sua beleza, firmeza e durabilidade. Com essa técnica, são confeccionados cestos, porta-retratos, porta-jóias, porta-lápis, jogos americanos, luminárias, porta-cds e móveis.

Mais do que um trabalho artesanal, os produtos concebido a partir do reaproveitamento de jornais e revistas são uma forma de contribuir com a questão ambiental, provando que nem tudo é lixo. Assim, onde muitos veriam apenas papéis sem utilidade, os artesãos com olhar refinado, vêem arte. As peças desenvolvidas variam entre artigos conceituais e artísticos.