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Arte, Estética e Cultura

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Este programa oferece oportunidades de acesso a adolescentes e jovens de camadas de baixa renda a linguagens e expressões artísticas que, em geral, são privilégio de minorias da sociedade brasileira, tais como: artes plásticas, música, dança e artes cênicas, sempre com um recorte de etnia e gênero. Dessa forma, contribui para a elevação da auto-estima, o resgate de raízes culturais, a valorização de identidades sociais, o desenvolvimento de potenciais criativos e a abertura de novas frentes de inserção profissional. Neste sentido, propõe a formação de Grupos de Excelência, a partir das Turmas de Qualificação, que se capacitem continuamente, encarando a atividade com o objetivo final de geração de emprego e renda para os seus integrantes.


Kina Mutembua

Composto por jovens de 11 a 22 anos, o Kina Mutembua realiza um trabalho que integra capoeira com as danças afro e contemporânea. Com o nome que significa "dançando com o vento", na língua quicongo, da etnia banto, o grupo já conta no seu currículo com apresentações no exterior e em diversos eventos culturais que, além de gerar renda, contribuem também para o amadurecimento profissional dos integrantes.

A partir do sucesso desse trabalho, surgiu a Orquestra de Berimbaus da ACB/RJ que tem como proposta mesclar o ritmo tradicional da capoeira com música popular brasileira e ritmos africanos. O grupo apresentou durante 2007 o espetáculo Coisas Nossas, que esteve em palcos importantes como Teatro Rival Petrobras, Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, Teatro Raul Cortez, no Fashion Rio e até mesmo em Brasília com a presença do Presidente Lula. Com patrocínio da Petrobrás, em 2008, o Kina Mutembua apresentou o Intore, espetáculo resultante da cooperação com o Ballet Nacional de Ruanda. O grupo foi convidado a abrir a Cerimônia do Prêmio Shell de homenagem à cantora Maria Bethânia.

Entre 2008 e 2009, o Projeto Samba e Semba, patrocinado pela Smith Internacional permitiu que os integrantes do Kina Mutembua multiplicassem seus conhecimentos em dança afro, capoeira e percussão a jovens da comunidade de Cidade Alta. Tais jovens participaram ainda de aulas de incentivo à leitura, no âmbito do Bonde das Letras.


Ação em Dança de Rua

O grupo Ação em Dança de Rua mescla o movimento artístico produzido nas ruas com diversas linguagens artísticas, como a dança, a música e o teatro. Com o objetivo de estimular a reflexão e o posicionamento critico em relação à sociedade, o grupo acrescenta às coreografias elementos do movimento hip-hop e noções de cidadania, oferecendo uma alternativa à alienação social que muitas vezes permeia o presente e ameaça o futuro desses jovens.


Artes Visuais

Patrocinados pela Shell, os projetos Fazendo Arte e Mostra de Arte da Comunidade, foram realizados no Complexo da Maré e em Cidade Alta. Desenvolvendo oficinas de artes plásticas nas áreas de desenho, mosaico e pintura e promovendo uma exposição dos trabalhos no Museu João e Maria, viabilizaram o acesso de adolescentes e jovens de baixa renda ao aprendizado da arte, consolidado valores de cidadania e solidariedade, estimulando a criatividade, a auto-estima e o autoconhecimento.

As oficinas de artes visuais da ACB/RJ estão fortemente integradas com as atividades dos núcleos de moda. Uma vez que o trabalho se baseia no resgate étnico e cultural, com foco em cidadania e meio-ambiente, aqueles educandos que se destacam por traduzir em seus traços estas questões são convidados a fazer parte da cadeia produtiva da moda, e têm seus trabalhos transportados para peças de vestuário e adereços.