Entrevistas
“Esse ano tende a ser o melhor da história da geração de empregos do Brasil”. A frase do ministro Carlos Lupi dá uma esperança a todos os desempregados do Brasil. Porém, a falta de qualificação profissional ainda é um problema para boa parte dos brasileiros. Nesse cenário, foi criado o Juventude Cidadã, projeto executado pela ONG Ação Comunitária do Brasil (ACB/RJ) em parceria com a Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro. Para falar sobre este assunto, o Bate-Papo em Ação conversou com o secretário Augusto Ribeiro, que deu detalhes da criação e do desenvolvimento do projeto e falou um pouco sobre sua entrada na política.
Bate-papo em Ação
Ação Comunitária do Brasil (ACB/RJ): Como surgiu seu interesse pela política?
Augusto Ribeiro (AR): Desde que nasci, eu convivo no meio político através do meu pai (Trajano Ribeiro), que fazia política com muita intensidade. Ele tinha, ou melhor, tem um ideal de construção da democracia e de libertação do povo. Nosso convívio familiar, desde minha infância, se deu no meio político, respirando política. Nos finais de semana, era costumeiro ter reuniões políticas na minha casa. Sem dúvida, isso influenciou muito o meu interesse.
ACB/RJ: Como surgiu a ideia do Juventude Cidadã? O programa ProJovem Trabalhador é uma política pública executada pelo Ministério do Trabalho, que busca parcerias com os municípios.
AR: O Programa Nacional de Jovens (ProJovem) surgiu, na sua primeira versão, em 2005. Na mesma época em que foi criada a Secretaria Nacional de Juventude, que integra a Secretaria-Geral da Presidência da República, e o Conselho Nacional de Juventude. O programa foi estruturado para atender a uma das dimensões da Política Nacional de Juventude, que é a dimensão da inclusão, contemplando os 4,5 milhões de brasileiros de 15 a 29 anos que não têm ensino fundamental, estão fora da escola, do mercado de trabalho, e sem direito a uma vida digna e cidadã.
O ProJovem Integrado entrou em vigor em 2008, passando a atuar com a modalidade ProJovem Urbano (o antigo ProJovem original, executado pela Secretaria Nacional de Juventude), ProJovem Campo (Ministério da Educação), ProJovem Adolescente (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e ProJovem Trabalhador (Ministério do Trabalho e Emprego).
A qualificação é fundamental para aumentar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Para que se tenha uma ideia, a maioria das pessoas cadastradas através do Sigae (Sistema Integrado de Gestão de Ações de Emprego) encontra dificuldades de colocação devido à falta de ensino básico e qualificação.
ACB/RJ: O que fez a Ação Comunitária do Brasil ser escolhida como uma das executoras?
AR: O processo seletivo visa a escolher a instituição que tem o perfil adequado para assumir um compromisso de qualificar e inserir jovens no mercado de trabalho. A Ação Comunitária participou do processo seletivo e foi escolhida para executar os arcos: Alimentação, Arte e Cultura. Esperamos que a ACB realize esse projeto com sucesso, pois acreditamos muito na juventude de nossa cidade. Afinal, acreditar na juventude é acreditar no futuro.
ACB/RJ: Como se deu a escolha dos cursos do Juventude Cidadã?
AR: Foram escolhidos de acordo com a demanda identificada no mercado de trabalho, visando desenvolver as áreas que o Rio de Janeiro tem como vocação: arte, cultura e turismo. Assim como, o setor de call center, que deve crescer muito nos próximos anos, em razão dos incentivos fiscais oferecidos recentemente pela cidade.
ACB/RJ: Foram escolhidas as profissões com mais vagas?
AR: Sim, buscamos priorizar isso na escolha dos arcos ocupacionais.
ACB/RJ: Quais cursos você acha que terão mais alunos empregados? Por quê?
AR: Esperamos que todos os arcos que oferecemos tenham sucesso. Acredito que call center é um dos mais promissores para os próximos anos, em razão dos incentivos fiscais oferecidos recentemente pela cidade, como ressaltei acima.
ACB/RJ: Qual impacto você acredita que o sucesso do Juventude Cidadã pode ter no Rio de Janeiro?
AR: Jovens qualificados, com certeza, terão mais chances de colocação no mercado de trabalho. O impacto será, justamente, o do aumento de trabalhadores no mercado. A capacitação social e profissional se faz prioritária na juventude, por ser o momento de construção do caráter do indivíduo, direcionando o jovem à independência pessoal e econômica, bem como à responsabilidade social.



